21/07/2010

Aqui estou , vivo ainda

Aqui estou eu de volta.
Passaram-se seis meses, e aqui estou, de volta.
Não tenho nada muito importante para escrever depois de tanto tempo.
Simplismente vou escrever.
Sempre amei, é o que gosto.
Mas não pude,
são as escolhas que temos que fazer na vida.
Não parei de escrever.
Inventei de criar um livro, parei.
Voltei, parei.
Normal.
A vida é feita de idas e vindas,
bom , agora, os textos que escrei durante esse tempo
serão transcritos e passados para cá.
Os temas são os mais variados.
O mundo não parou enquanto eu decidi parar.
Um grande erro,
graças a Deus , erros são para ser cometidos.
Sejam Bem-vindos novamente.
Voltemos as nossas vidas,
e quem não saiu dela, desculpe.
Faça isso, é preciso viver sempre novas experiências.
Assim seja,

19/04/2010

Revolta

É desesperador saber que você depende.
Depende de você, de outra pessoa, de um lugar, de um instante, de um tempo, de um mundo.
Mas é a realidade. Essa realidade não nos permite errar, pois o erro nos torna massa, e fazer parte da massa é sofrer preconceito da própria massa.
Difícil entender, mas se você está acertando, você está se destacando, está caminhando com um grupo que vai se tornando minoria a cada dia, e a cada dia um erra, e torna-se massa.
O difícil é ao se tornar massa retornar ao seleto grupo, difícil é você não errar dependendo de outra pessoa para que você acerte.
É ruim para uma pessoa que tenta viver de acertos, ou melhor, não erros, depender de algo para não errar.
Se você precisa fazer algo, e realmente fazer, mas não pode, ou não consegue porque precisa que algo aconteça, que alguém te diga algo, que o tempo te conceda um minuto,torna-se uma luta com o irreal mais realista.
É o maior desafio que o maior desbravador teme enfrentar, é revoltante.
E a revolta, esta já se contradiz, e depende, depende de uma ida, para voltar e ir novamente. É estranho, é revoltante.


João Pedro. ( De volta....)

ps.: PARADO PARA OBSERVAÇÃO DO TEMPO.

04/01/2010

Retrospectiva 2009

31/12/2009

Presente de natal atrasado

Era dia 25 de Dezembro, estava sendo comemorada a festa mais importante do ano.
As crianças recebiam presentes, um adulto se vestia de bom velhinho e os adultos se divertiam num canto como seus filhos.


Após a virada da noite mais esperada as crianças já estavam cansadas, os adultos exaustos e os mais idosos nem mais presentes estavam. Mas faltava um grupo, o dos jovens adolescentes,
Estes estavam felizes, vivos, conversando e brincando sem nenhuma sombra de exaustão, ganharam poucos presentes como esperado, mas nada que os deixassem tristes.

Eu, pertencente a este grupo, não me sentia bem, estava desanimado, queria sair, mudar, fazer algo diferente.

Pensei, perguntei, arrumei e fui.
Fui a casa, preparei minha mala, tomei banho, vi as passagens, liguei para a família em cabo frio e fui em 10 minutos de volta para a casa de meus tios, aguardar a saída de um para o trabalho.


Motorista, trabalhava em uma empresa de ônibus que me deixaria na porta da Rodoviária, era comprar e zarpar para um fim de semana de distração, descanso e alegria, veio o que parecia o presente que não tinha.

Ao me despedir da família, fui a encontro da minha irmã, dei-lhe um beijo, disse para onde ia e fui.
Desesperada, correu atrás de mim e brigou , pois não a tinha chamado. Correu a minha mãe, brigou novamente e se despediu. Ela iria junto.


Correu até em casa e numa briga contra o tempo de serviço do nosso tio, arrumou o que seria sua mala em exatos 5 minutos. Ofegante, pensei para me redimir, pegar uma garrafa de água, assim fiz, entramos no carro, depois no ônibus, depois em outro ônibus e agora já nos encontrávamos a meia hora do destino final.

Ainda era dia 25, chegamos à casa do nosso tio.
Ele se mudou, apartamento, perto da praia, dois andares vulgo duplex, lindo. Mas a felicidade não era essa, agora, estávamos nos sentindo independentes, preparamos mala, combinamos e viajamos sozinhos para outra região. A felicidade estava no ar.

Ao chegar à nova casa, novo susto,lá estavam os parentes de férias.
Difícil imaginar uma viajem com novas pessoas, não era possível saber como seria a convivência daqueles 6 adolescentes em uma casa com mais 4 adultos e 3 idosos, sendo uma a titia vulgo moema a velhinha que já estava gagá, só lembrava do passado e chamava a família já morta, uma comédia só.


A felicidade foi instantânea, agora pairava sobre nós o medo.

Momento clichê, apresentações, abraços, desejos de feliz natal, tudo de bom e assim o dia ia passando, nem nós nem eles nos sentíamos mais em casa, agora estranhos estava junto, para amenizar a situação, um jogo: UNO. Foi o momento da virada.

Só os adolescentes jogando, adultos em volta conversando e as senhoras “tricotavam”.
Algumas horas, a convivência foi ficando melhor, estávamos agora, calmos, felizes e nos divertindo como velhos amigos.


Os dias passaram, a noite apareceu e mais um desafio, sair com os “parentes da prima”,
no momento quase nosso. À noite tudo era diversão, todos bem, situação difícil e inesperada, foi quase um milagre posso dizer, um presente.


Os dias passaram e noites mal dormidas de jogo e conversas houveram, agora já éramos todos da mesma família, da mesma tribo, juntos em um mesmo contexto.

Já não havia mais o medo inicial, mas tínhamos uma preocupação, a partida se aproximava, a convivência tão forte de um grupo durante 5 dias , 24 horas, seria quebrada pela partida.

Inicia o sofrimento,"tchaus" e abraços viemos embora, ficou a saudade, mas a certeza de que haveria o reencontro, esperado e acompanhado.

Havíamos ganhado um maravilhoso presente de fim de ano. Uma nova família, que vai ficar guardada na memória, Sempre. Obrigado.