08/08/2010

Perfeita Estranheza



A agua da praia permanecia azul, não clara como a do dia, mas um azul zafira encontrado quando a lua toca no infinito do mar.Profunda e inspiradora era sua imensidão, que despertava instintos não antes aflorados pelo frio.
Eram jovens e estavam descansar na fina e agora gelada areia. Fabio com sua garrafa de um suposto liquido escuro, avermelhado, tido por nome sua cor, bebia em suaves longos goles que deslizava sobre sua garganta e pouco a pouco esquentando seu corpo. A bebia alternava em lábios.
As vezes de Tami degustar era tida com voracidade, e mantinha uma feroz disputa com Camile para ver quem mais bebia.
O fim da ultima garrafa se aproximava e as estrelas do céu não eram mais tão brilhantes como no inicio da noite. Apoiado em Tami, Fábio sente um aroma diferente, resultado na mudança causado em seu instinto olfactivo, e seu órgão responde instintivo e instantâneamente.
A mais liberal do grupo, Camile, ao perceber o crescimento, aproveita-se da tontura e apoia-se sua mão abaixo do cinto ,em cima do ziper de Fábio.
O tempo sempre mudando.
A areia estava entrando em partes antes desconhecidas por Camile, mas deitada do modo que estava com um peso sobre seu corpo e um prazer junto ao seu, nada mais lhe importava, nem mesmo o beijo dado por Tami ao sabor do vinho e da bala de eucalipto. Roupa era objeto supérfluo entre os três corpos e a sensação de êxtase não forçada foi estabelecida.
Três tornara-se dois e dois ja era um; Casal. As poucas nuvens ao ceu seguiam seu rumo rapidamente, nada que os atrapalhasse. A juventude podia ser aproveitada ao máximo sem preocupações.
No horizonte o sol surgia e o cansaço se estabelece. Gradativamente o amarelo se instalava e três corpos podiam ser encontrados à milanesa estendidos ao chão. Um amontoado sobre outro, com certeza de não morte.

Era uma vida livre, natural de acontecimentos momentâneo.
Ao despertar, a dor em cabeças aparecia, cerca de quatro com o sentimento. Nada que uma noite de descanso não resolvesse.
Tudo permaneceu durante o dia em sua perfeita estranheza.

21/07/2010

Aqui estou , vivo ainda

Aqui estou eu de volta.
Passaram-se seis meses, e aqui estou, de volta.
Não tenho nada muito importante para escrever depois de tanto tempo.
Simplismente vou escrever.
Sempre amei, é o que gosto.
Mas não pude,
são as escolhas que temos que fazer na vida.
Não parei de escrever.
Inventei de criar um livro, parei.
Voltei, parei.
Normal.
A vida é feita de idas e vindas,
bom , agora, os textos que escrei durante esse tempo
serão transcritos e passados para cá.
Os temas são os mais variados.
O mundo não parou enquanto eu decidi parar.
Um grande erro,
graças a Deus , erros são para ser cometidos.
Sejam Bem-vindos novamente.
Voltemos as nossas vidas,
e quem não saiu dela, desculpe.
Faça isso, é preciso viver sempre novas experiências.
Assim seja,

19/04/2010

Revolta

É desesperador saber que você depende.
Depende de você, de outra pessoa, de um lugar, de um instante, de um tempo, de um mundo.
Mas é a realidade. Essa realidade não nos permite errar, pois o erro nos torna massa, e fazer parte da massa é sofrer preconceito da própria massa.
Difícil entender, mas se você está acertando, você está se destacando, está caminhando com um grupo que vai se tornando minoria a cada dia, e a cada dia um erra, e torna-se massa.
O difícil é ao se tornar massa retornar ao seleto grupo, difícil é você não errar dependendo de outra pessoa para que você acerte.
É ruim para uma pessoa que tenta viver de acertos, ou melhor, não erros, depender de algo para não errar.
Se você precisa fazer algo, e realmente fazer, mas não pode, ou não consegue porque precisa que algo aconteça, que alguém te diga algo, que o tempo te conceda um minuto,torna-se uma luta com o irreal mais realista.
É o maior desafio que o maior desbravador teme enfrentar, é revoltante.
E a revolta, esta já se contradiz, e depende, depende de uma ida, para voltar e ir novamente. É estranho, é revoltante.


João Pedro. ( De volta....)

ps.: PARADO PARA OBSERVAÇÃO DO TEMPO.

04/01/2010

Retrospectiva 2009